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Fábrica de calçados demite mais de 500 trabalhadores em Santo Antônio da Patrulha

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Em mais uma caso de demissões em massa no setor calçadista, a fábrica da RR Shoes/Via Uno demitiu, nesta segunda-feira, 535 funcionários em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte. Em Teutônia, no fim de março, a empresa já havia dispensado 400 pessoas, encerrando as atividades da planta industrial.

Em Santo Antônio, segundo diretores informaram aos trabalhadores, 300 pessoas seguirão trabalhando no pavilhão da fábrica situada no Parque da Guarda. A loja, que fica no centro da cidade, também vai seguir vendendo direto ao consumidor. Apesar disso, o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé, João Pires, teme pelo pior em meio à crise do setor coureiro-calçadista. “Na região, a situação é mais complicada porque há diversos pequenos ateliês que prestavam serviços para essa empresa”, complementou. A reportagem busca contato com a empresa RR Shoes, mas ainda não obteve retorno.

Na semana passada, a fábrica da Piccadilly, outra marca tradicional de calçados no Rio Grande do Sul, encerrou as atividades, com a demissão de mais de 500 trabalhadores também em Santo Antônio da Patrulha.

Crise no setor
O Sindicato dos Sapateiros informou, ainda, estar acompanhando a situação dos funcionários da empresa Calçados Bottero, em Parobé. A companhia implementou a redução de jornada de trabalho desde o começo de maio. Segundo informaram representantes da empresa, a partir do dia 25, devem paralisar cerca de 60 a 80 trabalhadores. Já a partir de junho outros funcionários também devem parar, ainda sem número exato. Pires considera que essa é uma tentativa da empresa para que não ocorram mais demissões.

Já a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) vem atualizando semanalmente os dados do impacto da pandemia do novo coronavírus no setor. O mais recente levantamento revela que, do fim de março até a última sexta-feira, o setor perdeu 30,9 mil postos de trabalho, 11,5% da força de trabalho da atividade. Em dezembro, havia 270 mil postos diretos.

Os estados mais afetados foram São Paulo, com a perda de 10 mil postos (32% do total de demissões); Rio Grande do Sul, com 7,82 mil demissões (25% do total); e Minas Gerais, com 5 mil postos perdidos (16% do total). No Nordeste, foram mais 5,46 mil demissões (18% do total). O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que não existe perspectiva de melhora no quadro, especialmente enquanto o varejo físico não estiver em funcionamento.

Fonte: Correio do Povo

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