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Menino de 11 anos ganha farda de policiais militares em Cerquilho

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Após escrever uma cartinha pedindo uma farda de presente porque sonha em ser policial militar, o menino de Cerquilho (SP) Yago Pereira Tavares, de 11 anos, foi surpreendido por uma visita em casa. Sete policiais militares se organizaram e entregaram a tão sonha farda.

A entrega foi feita na terça-feira (8). Imagens enviadas ao G1 é possível ver o momento em que duas viaturas da Polícia Militar trafegam pelas ruas e param na casa do garoto. Momento que para Yago foi inesquecível.

“Quando eles chegaram com a farda, foi um sonho realizado. Era algo que eu queria há muito tempo, nunca vou esquecer esse dia. Eles foram muito legais, me receberam muito bem lá na base e tiveram muito carinho”, afirma.


Menino de 11 anos recebe farda de policiais em Cerquilho — Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Henrique Frei Camargo Filho

De acordo com o soldado Luiz Henrique Frei Camargo Filho, de 37 anos, tudo começou quando o pequeno Yago foi até a base da Policia Militar, em dezembro do ano passado com a mãe, para fazer uma visita.

Um dos policiais que estava no local levou o menino para conhecer as instalações e as viaturas. Quando chegaram ao setor administrativo, Yago entregou uma carta ao soldado Frei.

“Estava escrito que o sonho dele era ser policial militar e ganhar uma farda, se possível. Ele escreveu que queria trabalhar onde mora para proteger a sociedade contra as más pessoas”, conta o soldado.

Ele ainda conta que ficou surpreso com a carta, pois muitas crianças vão até a base para conhecer o local e as viaturas apenas. Mas o menino demonstrou que quer seguir a profissão.


Menino de 11 anos pede farda para policiais militares de Cerquilho — Foto: Divulgação/PM

“Imaginamos que ele só queria conhecer o quartel e a viatura. Igual nós, quando éramos crianças, e queríamos ir ao parque. Mas, para ele, somos heróis”, afirma.
Com isso, os policiais questionaram o menino, que respondeu que também queria ganhar um panetone no Natal. Eles, então, entraram em contato com comerciantes e o panetone foi entregue ao menino junto com guloseimas no Natal.

“Brincamos com ele que falamos com o Papai Noel e que ele enviou isso. Falei pra ele que faria o possível para arrumar uma “fardinha” para ele o mais breve”, diz.

ENTREGA

Com a promessa, os policiais correram e pegaram uma nova farda para levar até uma costureira, que faria as medidas. Porém, por ser fim de ano, o soldado conta que nenhuma costureira conseguiria pegar o pedido ainda em dezembro.

Contudo, na primeira semana de janeiro, a farda de Yago ficou completa. “O nome dele estava na farda. Conseguimos também uma bota número 35 para ele. Era o único par de botas desse tamanho. Coisa rara”, explica o policial Frei.

No dia da entrega, pela manhã os policiais foram até a casa do menino no bairro Di Napoli II. O tão sonhado presente de Yago foi entregue, em meio às luzes de duas viaturas.

“Quando chegamos, ele correu para o portão, foi a coisa mais fofa. Ele ficou imensamente feliz. A gratidão nos olhos dele era maior do que a gente esperava. Nós prestamos continência e entregamos o presente a ele”, conta.

Gratidão

A mãe do Yago, Cleide Pereira Tavares, conta que o filho ficou muito feliz com a atitude dos policiais, e que estava ansioso pela visita.

“Quando ele ouviu o barulho das sirenes, não sabia se me abraçava ou corria para o portão. Para ele conhecer a base da polícia já era um sonho”, diz.

Ela afirma ainda que o filho passou a tarde toda vestido com a farda, e que só retirou a roupa para sair com a mãe.

“É uma alegria que não cabe no peito. Ele passou o dia todo com a farda, e só tirou quando eu mandei para irmos ao mercado. Estava muito caloe e mesmo assim ele não queria tirar”, relata.


Policiais entregam farda para menino em Cerquilho que sonha em ser policial — Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Henrique Frei Camargo Filho

Segundo ela, Yago sempre fala que quer ser policial. “Faz muito tempo que ele começou com essa história. Ele reclama que tem muita coisa errada, amigos que usam drogas na frente da escola. Então, ele começou a ver vídeos e acompanhar policiais nas redes sociais”, diz.

“Eu quero ser policial porque na minha escola tem alunos mexendo com drogas e muita violência. Como sou criança, não posso fazer muita coisa, mas, sendo um policial, posso mudar isso. Sempre converso com alguns meninos da minha sala e tento alertar, mas não funciona porque a maldade fala mais alto na cabeça deles”, finaliza.
*Colaborou sob supervisão de Paola Patriarca

Fonte: G1.com

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