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Caso Emanuelly: escola denunciou agressões em criança que teria sido morta pelos pais em Itapetininga

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O caso da morte da pequena Emanuelly Aghata da Silva, de 5 anos, ganhou mais uma grave denúncia nesta terça-feira (6).

A direção da Escola Municipal de Educação Infantil de Itapetininga (SP) São Paulo Apóstolo afirma que chegou a comunicar ao Conselho Tutelar, em outubro de 2017, sobre hematomas encontrados no corpo da criança, morta com sinais de espancamento em Itapetininga (SP).

Os pais Débora Rolim da Silva, de 24 anos, e Phelipe Douglas Alves, 25 anos, foram presos no sábado (3) suspeitos de espancarem e matarem a filha.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (6) pela Secretaria da Educação. Em nota, a pasta afirmou que um conselheiro tutelar chegou a comparecer na escola, constatar os fatos e fotografar os hematomas.

Ainda segundo a Secretaria de Educação, a escola comunicou a coordenadora do Grupo de Apoio à Adoção de Itapetininga (Gaadi), instituição que chegou a ser responsável pela menina quando a mãe perdeu a guarda em 2012. Além disso, a secretaria tentou falar coma mãe, mas não obteve sucesso.

A Secretaria também afirma que a menina passou por sessão com psicólogo à pedido da escola, mas não retornou às aulas em 2018.

A Polícia Civil realizou nesta terça-feira uma perícia na casa da família, em Itapetininga (SP). A polícia quer saber o que houve no imóvel antes da criança ser socorrida pelo Samu.

O Conselho Tutelar não quer se posicionar oficialmente sobre o caso, mas conselheiros informaram para a reportagem da TV TEM que todas as denúncias envolvendo a Emanuelly foram acompanhadas e encaminhadas para o juiz da Vara da Infância e da Juventude.

O juiz Alessandro Viana Vieira de Paula informou que a Vara da Infância e da Juventude de Itapetininga não recebeu qualquer relatório do Conselho Tutelar ou outro tipo de informação envolvendo agressões e maus-tratos sofridos pela criança.

“O único processo que tramitou na unidade judicial relacionado à vítima tratou de seu acolhimento institucional, caso arquivado em dezembro de 2015. Esclareço, ainda, que o Conselho Tutelar tem autonomia e independência para averiguar as denúncias recebidas, reportando-se à Vara da Infância e da Juventude quando entender necessária a intervenção da Justiça”, completou o juiz.

A Promotoria de Justiça de Itapetininga afirma que aguarda com atenção e serenidade a ação das investigações, com o resultado da perícia do corpo e no local do crime, bem como oitivas de testemunhas para, ao final, oferecer a denúncia contra o casal em relação aos fatos.

Ainda segundo a promotoria, o trabalho do Conselho Tutelar é fiscalizado pelo Ministério Público, pelo Judiciário e pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, e havendo qualquer indício de irregularidades, providências serão tomadas e abertos procedimentos para apuração.

O juiz Alessandro Viana Vieira de Paula diz que a Vara da Infância e da Juventude de Itapetininga vai agir através da rede de proteção.

“Existem dois irmãos [da Emanuelly]. A vara da Infância vai agir através da rede de proteção, Conselho Tutelar para saber se esses irmãos têm condições de ficar com a família, algum avô, algum tio, primo em condições de cuidar. Não havendo ninguém para cuidar, o Conselho deve proceder o acolhimento em abrigo”, diz o juiz.

Neste sábado (3), a Justiça decretou em audiência de custódia a prisão preventiva dos pais até o dia do julgamento, que ainda não tem data marcada.

Segundo a Polícia Civil, a mulher foi encaminhada à penitenciária em Votorantim e o homem foi levado para o presídio II em Itapetininga. Os dois já tinham passagens na polícia por suspeita de agressão e uso de drogas.

Preso casal suspeito de matar filha de 5 anos em Itapetininga, interior de SP

A polícia disse que objetos e aparelhos pessoais como celulares foram apreendidos e encaminhados para a perícia.

A mãe tem outros dois filhos, um menino de 4 e uma menina de 9 anos – esta mais velha, filha de outro relacionamento. De acordo com o Conselho Tutelar, a menina foi entregue ao pai biológico e o menino, que também é filho do atual marido, Phelipe, que foi preso, foi levado a um abrigo de Itapetininga.

A avó materna da criança, Irene de Jesus, afirmou que os pais alegavam que agrediam a filha para educarem.

Fonte: g1.com

 

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