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Menina de Tatuí fará transplante de medula com pai: ‘50% compatível’

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Júlia Abrame durante tratamento em hospital de Sorocaba (Foto: Arquivo Pessoal/Adriana Abrame)

A moradora de Tatuí interior de São Paulo Júlia Abrame de Oliveira, que motivou uma fila gigante no mês de outubro para doação de medula óssea, ainda não encontrou um doador 100% compatível após a campanha mobilizada pela família.

Segundo a mãe Adriana Cristina Delalori Abrame de Oliveira, como o organismo da menina não suporta mais quimioterapia, os médicos sugeriram que Júlia fosse submetida ao transplante de medula haploidêntico, que é feito com alguém metade compatível. No caso, o doador será o pai.

“Infelizmente não achamos alguém 100%. Como a Júlia não pode mais esperar, os médicos indicaram o transplante com o pai dela, que é metade compatível e pode ter chances de cura. Queríamos muito ter achado alguém totalmente compatível, mas valeu todo mundo que ajudou se cadastrando. Esperamos que continuem os cadastros para ajudar outras pessoas”, diz

Júlia foi diagnosticada com leucemia há quatro anos e os pais começaram com uma campanha nas redes sociais em busca de um doador de medula óssea, já que nem a irmã mais nova é 100% compatível.
Segundo a oncologista Luíza Milare, que acompanha o tratamento da garota no Hospital do Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci), em Sorocaba (SP), o transplante haploidêntico tem sido uma solução apontada pelos especialistas, já que a chance de encontrar um doador 100% compatível é uma em 100 mil.

“O haploidêntico é uma solução apontada pela medicina para os casos que não são curados com quimioterapias e pessoas que não encontram o doador 100% compatível. Para fazer é necessário que a Júlia zere sua medula com quimioterapia e depois faça o procedimento. A pessoa que doará também é submetida a uma série de exames”, explica.

Ainda segundo Adriana, há chances de rejeição do corpo da filha com a nova medula, mas a esperança de cura continua em todos da família.

“Estamos ansiosos para que façam logo o transplante, mas ao mesmo tempo temos receio. Falaram que o corpo pode rejeitar, mas há medicação para controlar e acreditamos na cura. Acreditamos que tudo dará certo. Temos muita fé”, diz.

1 em 100 mil
Júlia foi diagnosticada com leucemia quando tinha apenas 2 anos, desde então começou a fazer o tratamento, e os pais foram informados de que ela precisa do transplante de medula óssea para continuar com as sessões de quimioterapia e radioterapia.
“Ao longo dos anos, com a quimioterapia e radioterapia, a medula da Júlia passou a não aguentar mais, tanto que ela não tem conseguido mais recuperar o funcionamento da medula no pós-quimioterapia. Quando ela recomeçou a fazer o tratamento ficou internada com a medula totalmente zerada nas funções. Nos informaram, então, sobre a necessidade do transplante e soubemos que a irmã mais nova, que tinha grandes chances de ser a doadora, não era totalmente compatível. Foi aí que começamos a incentivar o cadastro de doador de medula para achar alguém”, conta a mãe da menina.

Segundo a oncologista Luíza Milare, a chance de encontrar um doador fora da família é de 1 em 100 mil . Por isso, a importância de incentivar o cadastro de doadores de medula.
“Sempre quando apontamos o transplante, procuramos saber a compatibilidade nos irmãos. Há 25% de chance do irmão ser 100% compatível, 50% de chance de ser metade e 25% de não ser. No caso da Júlia, a irmã dela, de 4 anos, é metade compatível. Já a chance fora da família é uma em 100 mil. Ela precisa do transplante para continuar com o tratamento, já que não responde mais com as sessões de quimio”, explica a oncologista.

Fonte: g1.com

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